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Andador, porque não!

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O assunto é velho e ultrapassado, mas sempre vale a pena reforçar os malefícios e prejuízos que um brinquedo tão "inocente" pode causar aos nossos pequenos.
Pra começar é preciso compreender que a venda e fabricação do andador já é proibida em diversos países como Canadá, Austrália e alguns estados dos EUA. Aqui no Brasil foi expedida em dezembro de 2013, a pedido da Sociedade Brasileira de Pediatria, uma liminar que proibia o comercio de andadores em todo o território nacional, como a própria juiza Lizandra Cericato Villarroel destaca, nenhuma das marcar comercializadas atendem às normas do Inmetro. Segundo ela, "a natureza do produto se destina a bebês e crianças na fase de aprendizagem do ato de caminhar, portanto, em situação biológica de vulnerabilidade potencializada".
Dados da Academia Americana de Pediatria estimam que para cada mil atendimentos à crianças na emergencia, 10 são em decorrência de acidentes com o uso do andador, sendo um terço delas traumas graves. Embora a pesquisa não tenha sido realizada em nosso território e a porcentagem pareca pequena os números são considerados alarmantes pela Academia.
Saindo um pouco da perspectiva dos acidentes que podem ocorrer pelo uso do andador, é preciso frisar que o mesmo é prejudicial ao desenvolvimento psicomotor e ao desenvolvimento correto da marcha, além de que a posição em que a criança permanece no brinquedo sobrecarrega a coluna ainda em formação, podendo levar a problemas ortopédicos no futuro.
Frases como "usei com o meu filho e não aconteceu nada" não podem servir como referencia, é preciso compreender que muitos problemas não se manifestam no inicio da vida, uma criança que usou andador pode viver tranquilamente, se exercitar e andar sem problemas, entretanto, pode vir a ter problemas graves de coluna na vida adulta, com 30, 40 anos. É preciso parar de visualizar a saúde infantil na perspectiva limitada de anos, muitos problemas podem manifestar-se após décadas e, ainda assim, terem sido ocasionados por atitudes incorretas dos pais nas fases de desenvolvimento. 
Se a mãe, ou cuidador precisa executar alguma tarefa e não pode prestar atenção integral à criança nesse momento o ideal é que a mesma seja posta em um cercadinho ou algum ambiente limitado que não ofereça riscos, mas jamais colocada no andador.
Portanto, é preciso concluir que a proibição do comercio de andadores (proibição essa que muitas lojas desrespeitam deliberadamente, por conta da falta de fiscalização) é uma questão de saúde pública. Conquistar um futuro mais saudável para nossa sociedade futura é obrigação de cada um de nós e isso só pode ser feito um passo de cada vez.

O USO DO ANDADOR AQUI EM CASA

Aqui não usamos andador, foram diversas vezes oferecidos a nós até mesmo como presente, mas sempre recusávamos, Gui engatinhou bastante e andou apoiado nos móveis por um bom tempo e com um ano e um mes desatou a andar definitivamente, hoje não há quem o segure, se bobear ele anda até o portão. O desenvolvimento dele se deu no ritmo dele, de forma gradual, passando por todas as fases, o fato de não usar o andador não atrasou em nada  caminhada dele, foi difici? Sim, foi, muitas vezes, mas foi o melhor para ele e pensando nisso encaramos tudo com um sorriso no rosto.

Bom pessoal, por hoje é só, espero realmente que reflitam sobre o uso do andador e tomem a melhor decisam pensando sempre na saúde dos pequenos em primeiro lugar. Beijo e até mais.

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