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Um tapinha não dói, não é mesmo?

By 10:39 , , , ,



Bom dia pessoas lindas! <3

O assunto de hoje não era esse, mas eu não consigo simplesmente ficar de boca fechada, então...
Imagino eu que a maioria de vocês acompanhou o caso do menininho que foi espancado pela mãe por ter sujado a roupa, certo?
Aos que não viram, me desculpem, não vou divulgar o link aqui. Quase todos os veículos de informação falaram disso a semana toda, então achar a reportagem será fácil. Não me sinto confortável divulgando, lá mostra os nomes e tal, e basta eu estar com ódio já.
Mas enfim, de forma bem resumida, a criança, de 5 anos se não me engano, defecou nas roupas, e na cama, a mãe se irritou porque ele já havia feito isso anteriormente, e segundo relatos da mesma ela bateu nele com um cinto, segurou-o pelos braços e jogou na cama. O menino bateu a cabeça em uma das partes da armação da cama, mas como ele não desmaiou ou se queixou, ela deixou por isso mesmo.
Ele tomou banho, se alimentou, e dormiu. Só que não acordou mais.
Só então ela se preocupou, e pediu ajuda à uma vizinha. Chegando no hospital constataram traumatismo craniano, ele ficou internado, ela foi presa em flagrante, mas infelizmente, na sexta, ele veio à óbito.

Lógico que como toda pessoa com um pingo de bom senso eu me revoltei com a história. E muito.
Por isso resolvi trazer isso pra cá, porque levanta uma discussão que já esteve em pauta inclusive no Congresso: castigos físicos são permitidos?
Eu não sei vocês, mas eu fui criada na base das palmadas. Nada sério, nem exagerado, mas eu ganhei uns tapas por desobediência quando mais nova.
Isso não me traumatizou, não afetou meu caráter, nada.
Hoje até mesmo isso ficou proibido, e no começo eu achei que era exagero, pensava que mãe e pai educavam do jeito que quisessem, afinal, eles que botaram no mundo.
Só que depois de tantos casos como esse, eu comecei a me perguntar se não foi melhor criar a lei. Limitar, e punir aqueles que passaram dos limites.
De uns tempos pra cá eu percebi que a nova geração de pais, em grande parte, não tem limites quando se trata de punir os filhos, independente do motivo, que tem sido mais fútil a cada dia.

Já vi muita mãe na rua batendo no filho porque ele falou mais alto, assim como já vi muita mãe rir do filho quando ele fez algo ruim, e, quando questionada, dizer que não bate, que conversa, e logo em seguida dizer com voz doce "Fulaninho, não faz assim, é feio".

Me perdoem se eu estiver errada, mas fala mansa não educa ninguém. Não enquanto a criança ainda não tiver discernimento de certo e errado. Eu cresci assim. Quando mais nova minha mãe falava mais alto, e forte, pra assustar, pra eu entender que aquilo era errado. E se ainda assim eu passasse do limite, ou ficava de castigo, sentada no sofá sem tv/video game, ou levava uns dois tapas, que sequer deixavam marca, pra associar que fiz errado. E o medo de ganhar outros sempre me fez parar o que fazia quando a voz alta surgia.
Não sou pediatra, pedagoga, psicóloga ou o que for, pra dizer qual a forma adequada de ensinar. O que eu sei, por experiência, é que criança pequena não vai aprender com voz mansa, e que espancar seu filho também não ensina. Você mata ele.
Da mesma forma que não se educa um animal assim, não se educa criança dessa forma. Existem limites.
E por isso criaram a Lei da Palmada.
Infelizmente muitas pessoas não aprenderam esses limites, e ultrapassam eles de forma irreversível. Muitas pessoas não aprenderam da forma que boa parte da minha geração aprendeu.
Meu sobrinho, agora com 4 anos, tem os pais separados. Em cada casa tem uma regra, e ele respeita as duas muito bem.
Meu irmão nunca precisou espancar o menino pra ele entender que tinha algo de errado, mesmo nas vezes de maior birra. Só de falar mais grosso ele entendia que o pai estava bravo, e acalmava.
Em compensação, já vi muito nego por ai perder até o ar de tanto bater na criança, que só berrava mais e mais, e ainda ameaçava ou xingava os pais.

Por coisas assim, deixo um recado à todos, não só aos que são pais: Se coloquem no lugar da criança antes de fazer qualquer coisa. Vocês gostariam de ser espancados? Com toda a certeza não.
Não me importa se na sua casa você é contra a palmada, ou se você é a favor. Lembrem-se dos limites pra tudo. Lembrem-se que educar não significa torturar, traumatizar.
Seu filho/sobrinho ou o que quer que seja não deve ter medo de você, deve te respeitar. Porque do respeito vai vir a obediência. Do medo só vai surgir a rebeldia.
Pensem antes de agir, pra que casos como o que eu citei no início do post não se repitam.
Repreensão é diferente de punição. E mais efetiva que a punição.

E galera, me desculpem, isso não dá nem pra classificar como post, é mais um desabafo mesmo, de alguém que foi muito bem criada, dentro desses limites, e que se revolta com tanta falta de bom senso nesse mundo. E tantos casos horríveis que vejo todos os dias na tv/internet.

Se vocês tem opinião diferente, ou concordam, ou querem adicionar algo ao que eu disse, comentem aqui ou lá no facebook. Eu vou adorar ler o que vocês pensam :)

Beijos, e até à próxima

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