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1ª Aventura no Mundo da Maternidade, por Jeisa Alba

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Boa noite pessoas <3
Hoje o post vai ser beeeem diferente. Quem escreveu o post de hoje foi a Jeisa, mamãe de primeira viagem do Pedrinho, que aceitou meu pedido de contar como foi essa experiência incrível.
Então, preparem-se para conhecer a Jeje, e saber como foi, na visão dela, ser mãe pela primeira vez.

Foto roubada sem o conhecimento da Jeisa... <3
"Como eu nasci de novo.


Começo esse texto deixando bem claro que tudo que vivi e passei foram escolhas minhas, desde a opção de ser mãe “cedo”, até a criação do meu filho. O que vou relatar aqui são as minhas observações e minhas opiniões. Muitos textos sobre ser mãe mostram apenas o lado maravilhoso da gravidez e de um filho. É sim com certeza lindo demais, mas nem sempre tudo são rosas.


Quando conheci o meu marido nos conectamos muito rápido. Somos muito parecidos e tínhamos o mesmo sonho: sermos pais. Começamos a nos planejar para conseguir um lar para nossos filhos e podermos dar condições a eles. Mas nem sempre tudo ocorre como o planejado (risos).

Depois de 6 meses juntos eu engravidei. Foi uma loucura de sentimentos. Ao mesmo tempo estávamos extremamente felizes por estar realizando nosso sonho e estávamos apavorados por não termos nada além do nosso amor um pelo outro.


A família de ambos ficou super feliz! Primeiro neto de ambas as partes e todos sabiam dessa nossa vontade.


No começo fiquei perdida. Tinha planejado, sonhado e fantasiado esse momento por muito tempo. Mas parecia que tudo aquilo que tinha imaginado não era nada comparado com a realidade. Olhava pra minha barriga, que ainda não aparecia nada, e não conseguia conceber que havia uma vida ali dentro. Sim, não foi a partir do resultado positivo que me senti grávida. A única coisa que sentia eram os enjoos que eu queria muito que fossem apenas matutinos, mas os meus duravam o dia inteiro. Sem contar as alterações de humor ( tenho dó do meu marido quando lembro desses momentos hahahah). Num momento eu estava rindo, feliz, imaginando os momentos que vinham e no outro estava desesperada, chorando, imaginando a terrível mãe que eu seria. Ficava pensando: “Será que eu vou saber segurá-lo? Será que vou conseguir amamentá-lo? Será que vou engordar horrores e meu marido vai me largar?” hahah Sim tudo isso passava pela minha cabeça.

Logo no começo tive um sangramento e tive que correr pro hospital. No carro eu só chorava, pedindo por tudo que era mais sagrado que não permitisse que eu perdesse aquele bebê. Fui encaminhada ao ultrassom aos prantos junto com meu marido. O médico iniciou o exame e naquele momento fui inundada por um mar de amor incondicional. Meu bebê ainda estava lá. Uma pequena manchinha com um pequeno coração batendo. Não existem palavras que descrevam esse momento. Foi ali que descobri pra o que eu tinha nascido. Para ser mãe.

No final das contas foi apenas um pequeno descolamento. Tive que tomar medicamento e ficar de repouso, até ele melhorar. 1 mês depois estava tudo curado.

Os primeiros meses foram pura correria. Corre atrás de apartamento, carro, móveis e tudo de melhor pra minha pequena manchinha. Os ultrassons foram passando e aquela pequena manchinha foi tomando forma, com perninhas e bracinhos. Hoje acho engraçado porque eu chegava para contar a todos:”Meu bebê já está com 8cm” toda feliz (risos).

Descobrimos que estava esperando um menino. Aí foi outro turbilhão de sentimentos. Tinha certeza que era uma menina, e eu até sabia como cuidar de meninas, pois tenho 2 irmãs mais novas. “Será que eu vou saber limpá-lo?””Será que vou saber brincar com ele?”

O tempo foi passando e eu fui comprando mais e mais roupinhas azuis, pintando o quarto de azul e aquilo foi muito novo pra mim.

Durante toda minha gestação sonhei com um parto totalmente natural. Quando estava com 39 semanas eu andava por horas pra lá e pra cá pra tentar ajudar no parto. Não aguentava mais as noites mal dormidas por causa do barrigão. Sentia falta de ar quando deitava, roncava mais que um motor de caminhão e não conseguia nem andar direito por causa dar pernas inchadas. Cheguei na consulta de 40 semanas com esperanças de pelo menos 1 dedinho de dilatação, porque até então ele nem tinha encaixado. Nada. Marquei então a cesárea pro dia seguinte. Não preciso nem falar que nem dormi direito. Fomos para o hospital e estava a família toda, mãe, irmão, pai (risos). Entrei na sala de cirurgia tremendo como uma vara verde. Meus obstetras foram um amor de pessoa. Meu marido entrou na sala e eu já estava perto de conhecer minha manchinha de bochechas enormes. Ele estava ao meu lado quando tiraram o Pedrinho. E ele não chorou.


Quando falam que o tempo que o bebê demora pra chorar depois que sai da barriga parece que são séculos é verdade. Naquela hora eu pedi a Deus com todas as minhas forças que estivesse tudo bem com ele. Tudo passou pela minha cabeça. Eu só queria ouvir meu bebê chorar, saber que ele estava bem, vivo, esperto, respirando.


E após longos 7 segundos ele soltou um chorinho fraquinho. Aí eu desabei a chorar. Chorei toda a minha apreensão da gravidez, todos os medos, tudo o que podia chorar. Após pesarem meu bebê e fazerem todo o processo habitual, trouxeram ele pra mim. Enroladinho num lencinho, de touquinha, colocaram ele deitado no meu peito. Sei que muitas mães falam que logo que veem o filho se sentem como mães de verdade finalmente. Pra mim foi diferente. Olhei aquela coisinha perfeita, parecendo um bonequinho. E eu pensei ”Como pude fazer algo tão perfeito?”. Ele parou de chorar e olhou com aqueles olhinhos inchados pra mim. Que loucura! Eu era mãe e não fazia a mínima ideia de como seguir dali pra frente.


Quando cheguei no quarto e trouxeram ele, foi a sensação mais estranha que já senti… “O que que eu faço agora? O que esperam que eu faça? Eu não estou pronta!”. Eu só queria saber de dormir e só. Conforme me davam ele pra mamar (que no começo dói demaaais) eu ficava olhando aquela coisinha chorona e minúscula. “Esse é meu filho? Saiu de dentro de mim mesmo?” eu pensava. Todo mundo vinha me visitar, chorava e eu sem entender muita coisa. Me sentia acuada com tanta gente, pensando que iriam me julgar se eu fizesse algo errado, estava com medo de me deixarem sozinha com ele, com medo de ficar sozinha, nunca me senti tão amedrontada. Só queria o colo da minha mãe e do meu marido. Queria que ficassem com ele por mim, que cuidassem dele porque eu estava me sentindo a pior mãe do mundo por não saber o que fazer. Tinha medo de trocá-lo, de segurá-lo, de amamentá-lo.

Depois do segundo dia no hospital comecei a conhecê-lo. Lembro até hoje em uma das mamadas que olhei pra ele e disse: “Oi filho tudo bem? Eu sou sua mamãe”, porque até então não tinha aceitado isso. E tudo a partir dali começou a fazer um certo sentido.


Quando chegamos em casa vieram mais dúvidas. E agora, o que eu faço com ele? Coloco no berço? Dou mama? Troco fralda? Dou banho? Fico olhando pra cara dele enquanto ele dorme?


O primeiro mês foi bem difícil. Além da privação de sono, meus hormônios estavam uma bagunça. Chorava por tudo, brigava com todo mundo. Minha mãe me ajudava durante a semana enquanto meu marido trabalhava. Quando chegava no final da tarde, que era a hora que ela ia pra casa dela, me batia um desespero… Chorava sem parar, um aperto no peito, como se eu não fosse capaz de cuidar dele sozinha. “E se ele chorar? O que eu faço? Como vou saber o que ele quer?”. Passei a gravidez ouvindo que eu saberia o que cada tipo de choro de bebê significa, que meus instintos me mostrariam o que eu fazer. “Cadê meus instintos agora?”eu pensava, enquanto meu bebê chorava sem parar e não queria dormir. Eu me sentia uma criança grande cuidando de outra criança. Sentia que não seria capaz de fazer aquilo. Ficava imaginando como outras mães conseguiam fazer isso com tamanha naturalidade.

 E foi por experiência própria que fui aprendendo com ele. Comecei a perceber certos padrões que mostravam o que ele queria. E com o tempo fui me acostumando a dar banho, trocar fralda, fazer dormir.

Depois de aprender essas coisas básicas, fui acompanhando ele crescer. É incrível como um bebê desenvolve em apenas 3 meses. Vi o Pedrinho passar a fixar o olhar nas coisas ao invés de ficar com aqueles olhos malucos que as vezes eram vesgos, vezes estrábicos. Vi ele começar a testar sua voz. Seus primeiros “As”, seu primeiro sorriso, que momento delicioso. E são esses momentos que fazem todas as noites mal dormidas, os momentos de tristeza, de desespero, de exaustão e medo, valerem a pena. Atualmente ele está com 3 meses e já tenta conversar conosco. Ele já pega as coisas com a mãozinha e coloca na boca. Seus primeiros dentinhos estão começando a nascer (bem cedo por sinal).


Ser mãe é algo muito maluco. Eu acho que é o maior desafio que existe para uma mulher. É muito diferente do que você lê nas matérias no Facebook. Sempre vão existir extremos opostos, e você descobre que se fosse seguir todos os “estudos” e “artigos” que tem por aí ficaria louca! Isso também se aplica aos conselhos de outros. Todo mundo vai ter um conselho diferente pro seu filho, sempre falarão como se soubessem mais do que você. É nesses momentos que da vontade de mandar a pessoa pras cucúias, principalmente nas primeiras semanas. Eu tive que respirar muito fundo, escutar o que tinham pra me falar e filtrar o que eu julgava adequado ou não. Muitos conselhos eu levei comigo, outros deixei de lado. Eu, aos poucos, junto com meu marido, fui fazendo as escolhas pro meu filho.


Acima de tudo, aceitei que nunca serei uma mãe perfeita. Nenhuma mãe é perfeita. Cada uma, do seu jeito, faz o que pode sempre pensando no bem do seu filho.

Nenhuma criança vem com manual de instrução por que cada uma é de um jeito. Assim como cada gravidez é diferente uma da outra


Esses dias ganhei uma noite de folga do meu marido, fui passar um sábado a noite com minhas amigas enquanto ele ficava com o bebê. Foi uma delícia poder ficar a vontade sem ter que se preocupar em dar mama ou trocar fralda, mas não conseguia tirar ele da minha cabeça, a saudade apertava no peito e a falta que eu sentia do cheiro dele me judiava. Acho que ser mãe é isso. É desejar poder sair de casa e tirar uma folga de vez em quando, mas quando saio de casa já quero voltar pra cheirar o cangotinho gordo dele.

É passar horas tentando fazer ele dormir e quando ele dorme bate uma saudade. É ficar olhando pra imagem dele na babá eletrônica antes de dormir, imaginando o que ele deve estar sonhando.

Ser mãe é estar p*** da vida por não ter dormido direito e quando você chega no berço para pegá-lo ele sorri pra você com aqueles olhinhos brilhantes e tudo de ruim que você está sentindo passa.


Quando meu filho nasceu, eu nasci de novo. Tive que aprender a lidar com meus sentimentos, a lidar com responsabilidades, lidar com horários, com alimentação regrada como um bebê aprende a viver. E mais que tudo, aprendi a amar incondicionalmente." 

E aqui vão algumas fotos que a mamãe Jeisa disponibilizou:
Com 8 meses de gravidez
No hospital, momentos antes do Pedro nascer
O Pedro nasceu! =)
Na Maternidade
Com 1 mês
Com 3 meses

Jeisa Alba Troque, 24 anos, mãe do Pedro e dona de casa com muito orgulho

 E esse foi o post mais que especial de hoje! :)
Tem alguma pergunta pra Jê, algum comentário, ou uma história linda dessas pra contar?
Compartilha com a gente lá no facebook!

Beijos, e até à próxima!o/


p.s.: Jê, muito obrigada por aceitar meu convite, e compartilhar um pouco de você conosco. Significou muito pra mim <3

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